sábado, 13 de abril de 2013

Chorar a Rir em Victor Victoria

Possivelmente a melhor comédia de todos os tempos e definitivamente a maior bimba cinematográfica de sempre: Leslie Anne Warren no seu inesquecível e inverosímel número musical:

sexta-feira, 12 de abril de 2013

The Endless Summer II


Este dias de Páscoa, apesar de chuva, foram mais animadores, com o festival Porto Surf Film Festival a decorrer no auditório da Biblioteca Almeida Garrett e a fazer-nos sonhar com aqueles dias de Verão quentes e intermináveis, em que parece que o Sol não nos quer deixar.
The Endless Summer II é tudo com o que pode sonhar: viajar pelo mundo em locais onde é sempre Verão (longo suspiro). O filme acompanha a viagem de surfistas que, inspirados no The Endless Summer de 1966, decidem visitar os mesmos locais à volta do globo, para surfarem as melhores ondas.
O filme é muito interessante e divertido, quer pela narração, quer pelas imagens de infinita beleza, nomeadamente as ondas que os jovens surfam, quer pelo olhar atento debruçado sobre a fauna e flora de cada local. Outro ponto de elevado interesse é o facto de se ter uma ideia do antes e do depois de 30 anos em cada um dos locais visitados. Alguns mantém-se intocáveis, outros foram-se alterando imenso ao longo dessas décadas (e isso inclui as próprias ondas). É também curioso reencontrar algumas das pessoas que haviam participado na primeira aventura e é inspirador que o amor pelo surf permaneça (quase como se se pudesse dizer "uma vez surfista, sempre surfista").
O auditório da Biblioteca é extremamente confortável e tem uma qualidade técnica a nível de som e imagem que eu não esperava.
The Endless Summer II é um filme inspirador que dá vontade de nos atirarmos ao mundo por destinos escaldantes e imperturbáveis.

domingo, 7 de abril de 2013

Grande Cena de Cinema em Django

Alerta SPOILER: quem ainda não viu Django abstenha-se de ver esta cena final do filme, mas fique sabendo que é dos momentos mais divertidos de sempre em cinema:

sábado, 6 de abril de 2013

Six Feet Under


Six Feet Under foi a melhor série que alguma vez vi (não que a lista nos dias que correm seja longa).

Acompanhamos uma família, proprietária duma pequena funerária bem caseira. Cada episódio começa com a morte de uma determinada pessoa. O primeiro episódio avança com o fim do patriarca da família, desenterrando assim o primeiro pedaço da série. Este acontecimento traz o regresso a casa do filho mais velho e um (lento e gradual) rearranjo na dinâmica da família, constituída pela mãe, o irmão do meio e a irmã mais nova.

O que torna esta série tão especial são os temas abordados e a maneira como são desenvolvidos ao longo de todo o seu percurso que culmina brutalmente ao fim de cinco temporadas. Temas que tocam a todos os seres humanos, como a fé, o envelhecimento, o preconceito, a vergonha, o desencanto, a incerteza, a solidão. Vamos acompanhando a história familiar e o percurso particular de cada um daqueles membros, com os quais nos rimos, nos identificamos, repudiamos, nos comovemos até ficarmos cada vez mais e mais ligados, porque estamos ali retratados.
Todos os actores têm desempenhos notáveis, o que enriquece substancialmente a série e é decisivo para o seu elevado grau de qualidade. E as séries têm destas coisas (quase como os livros): por se desenvolverem ao longo do tempo a relação que criamos com os personagens é mais forte e duradoura do que na sétima arte. Aqueles seres acompanham-nos semana após semana, mês a mês e os anos vão passando enquanto as temporadas se nos vão desfilando.

Aquela família somos todos nós, os mesmos dramas, as mesmas alegrias, os mesmos medos, as mesmas frustrações.
O final da série é memorável e, possivelmente, do melhor que já se fez em televisão. Dificilmente se esquecem os três últimos episódios, nomeadamente os momentos finais do derradeiro.

Definitivamente: a melhor série de sempre!